Por Misael. Arquivado em Salmos

Salmo de Asafe

  1. Ó Deus, as nações invadiram a tua herança, profanaram o teu santo templo, reduziram Jerusalém a um montão de ruínas.
  2. Deram os cadáveres dos teus servos por cibo às aves dos céus e a carne dos teus santos, às feras da terra.
  3. Derramaram como água o sangue deles ao redor de Jerusalém, e não houve quem lhes desse sepultura.
  4. Tornamo-nos o opróbrio dos nossos vizinhos, o escárnio e a zombaria dos que nos rodeiam.
  5. Até quando, SENHOR? Será para sempre a tua ira? Arderá como fogo o teu zelo?
  6. Derrama o teu furor sobre as nações que te não conhecem e sobre os reinos que não invocam o teu nome.
  7. Porque eles devoraram a Jacó e lhe assolaram as moradas.
  8. Não recordes contra nós as iniqüidades de nossos pais; apressem-se ao nosso encontro as tuas misericórdias, pois estamos sobremodo abatidos.
  9. Assiste-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do teu nome; livra-nos e perdoa-nos os pecados, por amor do teu nome.
  10. Por que diriam as nações: Onde está o seu Deus? Seja, à nossa vista, manifesta entre as nações a vingança do sangue que dos teus servos é derramado.
  11. Chegue à tua presença o gemido do cativo; consoante a grandeza do teu poder, preserva os sentenciados à morte.
  12. Retribui, Senhor, aos nossos vizinhos, sete vezes tanto, o opróbrio com que te vituperaram.
  13. Quanto a nós, teu povo e ovelhas do teu pasto, para sempre te daremos graças; de geração em geração proclamaremos os teus louvores.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Salmo didático de Asafe

  1. Escutai, povo meu, a minha lei; prestai ouvidos às palavras da minha boca.
  2. Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos.
  3. O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais,
  4. não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez.
  5. Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos,
  6. a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes;
  7. para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos;
  8. e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus.
  9. Os filhos de Efraim, embora armados de arco, bateram em retirada no dia do combate.
  10. Não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na sua lei;
  11. esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes mostrara.
  12. Prodígios fez na presença de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã.
  13. Dividiu o mar e fê-los seguir; aprumou as águas como num dique.
  14. Guiou-os de dia com uma nuvem e durante a noite com um clarão de fogo.
  15. No deserto, fendeu rochas e lhes deu a beber abundantemente como de abismos.
  16. Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios.
  17. Mas, ainda assim, prosseguiram em pecar contra ele e se rebelaram, no deserto, contra o Altíssimo.
  18. Tentaram a Deus no seu coração, pedindo alimento que lhes fosse do gosto.
  19. Falaram contra Deus, dizendo: Pode, acaso, Deus preparar-nos mesa no deserto?
  20. Com efeito, feriu ele a rocha, e dela manaram águas, transbordaram caudais. Pode ele dar-nos pão também? Ou fornecer carne para o seu povo?
  21. Ouvindo isto, o SENHOR ficou indignado; acendeu-se fogo contra Jacó, e também se levantou o seu furor contra Israel;
  22. porque não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação.
  23. Nada obstante, ordenou às alturas e abriu as portas dos céus;
  24. fez chover maná sobre eles, para alimentá-los, e lhes deu cereal do céu.
  25. Comeu cada qual o pão dos anjos; enviou-lhes ele comida a fartar.
  26. Fez soprar no céu o vento do Oriente e pelo seu poder conduziu o vento do Sul.
  27. Também fez chover sobre eles carne como poeira e voláteis como areia dos mares.
  28. Fê-los cair no meio do arraial deles, ao redor de suas tendas.
  29. Então, comeram e se fartaram a valer; pois lhes fez o que desejavam.
  30. Porém não reprimiram o apetite. Tinham ainda na boca o alimento,
  31. quando se elevou contra eles a ira de Deus, e entre os seus mais robustos semeou a morte, e prostrou os jovens de Israel.
  32. Sem embargo disso, continuaram a pecar e não creram nas suas maravilhas.
  33. Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror.
  34. Quando os fazia morrer, então, o buscavam; arrependidos, procuravam a Deus.
  35. Lembravam-se de que Deus era a sua rocha e o Deus Altíssimo, o seu redentor.
  36. Lisonjeavam-no, porém de boca, e com a língua lhe mentiam.
  37. Porque o coração deles não era firme para com ele, nem foram fiéis à sua aliança.
  38. Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniqüidade e não destrói; antes, muitas vezes desvia a sua ira e não dá largas a toda a sua indignação.
  39. Lembra-se de que eles são carne, vento que passa e já não volta.
  40. Quantas vezes se rebelaram contra ele no deserto e na solidão o provocaram!
  41. Tornaram a tentar a Deus, agravaram o Santo de Israel.
  42. Não se lembraram do poder dele, nem do dia em que os resgatou do adversário;
  43. de como no Egito operou ele os seus sinais e os seus prodígios, no campo de Zoã;
  44. e converteu em sangue os rios deles, para que das suas correntes não bebessem.
  45. Enviou contra eles enxames de moscas que os devorassem e rãs que os destruíssem.
  46. Entregou às larvas as suas colheitas e aos gafanhotos, o fruto do seu trabalho.
  47. Com chuvas de pedra lhes destruiu as vinhas e os seus sicômoros, com geada.
  48. Entregou à saraiva o gado deles e aos raios, os seus rebanhos.
  49. Lançou contra eles o furor da sua ira: cólera, indignação e calamidade, legião de anjos portadores de males.
  50. Deu livre curso à sua ira; não poupou da morte a alma deles, mas entregou-lhes a vida à pestilência.
  51. Feriu todos os primogênitos no Egito, as primícias da virilidade nas tendas de Cam.
  52. Fez sair o seu povo como ovelhas e o guiou pelo deserto, como um rebanho.
  53. Dirigiu-o com segurança, e não temeram, ao passo que o mar submergiu os seus inimigos.
  54. Levou-os até à sua terra santa, até ao monte que a sua destra adquiriu.
  55. Da presença deles expulsou as nações, cuja região repartiu com eles por herança; e nas suas tendas fez habitar as tribos de Israel.
  56. Ainda assim, tentaram o Deus Altíssimo, e a ele resistiram, e não lhe guardaram os testemunhos.
  57. Tornaram atrás e se portaram aleivosamente como seus pais; desviaram-se como um arco enganoso.
  58. Pois o provocaram com os seus altos e o incitaram a zelos com as suas imagens de escultura.
  59. Deus ouviu isso, e se indignou, e sobremodo se aborreceu de Israel.
  60. Por isso, abandonou o tabernáculo de Siló, a tenda de sua morada entre os homens,
  61. e passou a arca da sua força ao cativeiro, e a sua glória, à mão do adversário.
  62. Entregou o seu povo à espada e se encolerizou contra a sua própria herança.
  63. O fogo devorou os jovens deles, e as suas donzelas não tiveram canto nupcial.
  64. Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentações.
  65. Então, o Senhor despertou como de um sono, como um valente que grita excitado pelo vinho;
  66. fez recuar a golpes os seus adversários e lhes cominou perpétuo desprezo.
  67. Além disso, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim.
  68. Escolheu, antes, a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava.
  69. E construiu o seu santuário durável como os céus e firme como a terra que fundou para sempre.
  70. Também escolheu a Davi, seu servo, e o tomou dos redis das ovelhas;
  71. tirou-o do cuidado das ovelhas e suas crias, para ser o pastor de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança.
  72. E ele os apascentou consoante a integridade do seu coração e os dirigiu com mãos precavidas.

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Ao mestre de canto, Jedutum. Salmo de Asafe.

  1. Elevo a Deus a minha voz e clamo, elevo a Deus a minha voz, para que me atenda.
  2. No dia da minha angústia, procuro o Senhor; erguem-se as minhas mãos durante a noite e não se cansam; a minha alma recusa consolar-se.
  3. Lembro-me de Deus e passo a gemer; medito, e me desfalece o espírito.
  4. Não me deixas pregar os olhos; tão perturbado estou, que nem posso falar.
  5. Penso nos dias de outrora, trago à lembrança os anos de passados tempos.
  6. De noite indago o meu íntimo, e o meu espírito perscruta.
  7. Rejeita o Senhor para sempre? Acaso, não torna a ser propício?
  8. Cessou perpetuamente a sua graça? Caducou a sua promessa para todas as gerações?
  9. Esqueceu-se Deus de ser benigno? Ou, na sua ira, terá ele reprimido as suas misericórdias?
  10. Então, disse eu: isto é a minha aflição; mudou-se a destra do Altíssimo.
  11. Recordo os feitos do SENHOR, pois me lembro das tuas maravilhas da antiguidade.
  12. Considero também nas tuas obras todas e cogito dos teus prodígios.
  13. O teu caminho, ó Deus, é de santidade. Que deus é tão grande como o nosso Deus?
  14. Tu és o Deus que operas maravilhas e, entre os povos, tens feito notório o teu poder.
  15. Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José.
  16. Viram-te as águas, ó Deus; as águas te viram e temeram, até os abismos se abalaram.
  17. Grossas nuvens se desfizeram em água; houve trovões nos espaços; também as suas setas cruzaram de uma parte para outra.
  18. O ribombar do teu trovão ecoou na redondeza; os relâmpagos alumiaram o mundo; a terra se abalou e tremeu.
  19. Pelo mar foi o teu caminho; as tuas veredas, pelas grandes águas; e não se descobrem os teus vestígios.
  20. O teu povo, tu o conduziste, como rebanho, pelas mãos de Moisés e de Arão.

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Ao mestre de canto, com instrumentos de cordas. Salmo de Asafe. Cântico.

  1. Conhecido é Deus em Judá; grande, o seu nome em Israel.
  2. Em Salém, está o seu tabernáculo, e, em Sião, a sua morada.
  3. Ali, despedaçou ele os relâmpagos do arco, o escudo, a espada e a batalha.
  4. Tu és ilustre e mais glorioso do que os montes eternos.
  5. Despojados foram os de ânimo forte; jazem a dormir o seu sono, e nenhum dos valentes pode valer-se das próprias mãos.
  6. Ante a tua repreensão, ó Deus de Jacó, paralisaram carros e cavalos.
  7. Tu, sim, tu és terrível; se te iras, quem pode subsistir à tua vista?
  8. Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; tremeu a terra e se aquietou,
  9. ao levantar-se Deus para julgar e salvar todos os humildes da terra.
  10. Pois até a ira humana há de louvar-te; e do resíduo das iras te cinges.
  11. Fazei votos e pagai-os ao SENHOR, vosso Deus; tragam presentes todos os que o rodeiam, àquele que deve ser temido.
  12. Ele quebranta o orgulho dos príncipes; é tremendo aos reis da terra.

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Ao mestre de canto, segundo a melodia “Não destruas”. Salmo de Asafe. Cãntico.

  1. Graças te rendemos, ó Deus; graças te rendemos, e invocamos o teu nome, e declaramos as tuas maravilhas.
  2. Pois disseste: Hei de aproveitar o tempo determinado; hei de julgar retamente.
  3. Vacilem a terra e todos os seus moradores, ainda assim eu firmarei as suas colunas.
  4. Digo aos soberbos: não sejais arrogantes; e aos ímpios: não levanteis a vossa força.
  5. Não levanteis altivamente a vossa força, nem faleis com insolência contra a Rocha.
  6. Porque não é do Oriente, não é do Ocidente, nem do deserto que vem o auxílio.
  7. Deus é o juiz; a um abate, a outro exalta.
  8. Porque na mão do SENHOR há um cálice cujo vinho espuma, cheio de mistura; dele dá a beber; sorvem-no, até às escórias, todos os ímpios da terra.
  9. Quanto a mim, exultarei para sempre; salmodiarei louvores ao Deus de Jacó.
  10. Abaterei as forças dos ímpios; mas a força dos justos será exaltada.

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Salmo didático de Asafe

  1. Por que nos rejeitas, ó Deus, para sempre? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto?
  2. Lembra-te da tua congregação, que adquiriste desde a antiguidade, que remiste para ser a tribo da tua herança; lembra-te do monte Sião, no qual tens habitado.
  3. Dirige os teus passos para as perpétuas ruínas, tudo quanto de mal tem feito o inimigo no santuário.
  4. Os teus adversários bramam no lugar das assembléias e alteiam os seus próprios símbolos.
  5. Parecem-se com os que brandem machado no espesso da floresta,
  6. e agora a todos esses lavores de entalhe quebram também, com machados e martelos.
  7. Deitam fogo ao teu santuário; profanam, arrasando-a até ao chão, a morada do teu nome.
  8. Disseram no seu coração: Acabemos com eles de uma vez. Queimaram todos os lugares santos de Deus na terra.
  9. Já não vemos os nossos símbolos; já não há profeta; nem, entre nós, quem saiba até quando.
  10. Até quando, ó Deus, o adversário nos afrontará? Acaso, blasfemará o inimigo incessantemente o teu nome?
  11. Por que retrais a mão, sim, a tua destra, e a conservas no teu seio?
  12. Ora, Deus, meu Rei, é desde a antiguidade; ele é quem opera feitos salvadores no meio da terra.
  13. Tu, com o teu poder, dividiste o mar; esmagaste sobre as águas a cabeça dos monstros marinhos.
  14. Tu espedaçaste as cabeças do crocodilo e o deste por alimento às alimárias do deserto.
  15. Tu abriste fontes e ribeiros; secaste rios caudalosos.
  16. Teu é o dia; tua, também, a noite; a luz e o sol, tu os formaste.
  17. Fixaste os confins da terra; verão e inverno, tu os fizeste.
  18. Lembra-te disto: o inimigo tem ultrajado ao SENHOR, e um povo insensato tem blasfemado o teu nome.
  19. Não entregues à rapina a vida de tua rola, nem te esqueças perpetuamente da vida dos teus aflitos.
  20. Considera a tua aliança, pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de violência.
  21. Não fique envergonhado o oprimido; louvem o teu nome o aflito e o necessitado.
  22. Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te de como o ímpio te afronta todos os dias.
  23. Não te esqueças da gritaria dos teus inimigos, do sempre crescente tumulto dos teus adversários.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Salmo de Asafe

  1. Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo.
  2. Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos.
  3. Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos.
  4. Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio.
  5. Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens.
  6. Daí, a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto.
  7. Os olhos saltam-lhes da gordura; do coração brotam-lhes fantasias.
  8. Motejam e falam maliciosamente; da opressão falam com altivez.
  9. Contra os céus desandam a boca, e a sua língua percorre a terra.
  10. Por isso, o seu povo se volta para eles e os tem por fonte de que bebe a largos sorvos.
  11. E diz: Como sabe Deus? Acaso, há conhecimento no Altíssimo?
  12. Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranqüilos, aumentam suas riquezas.
  13. Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência.
  14. Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado.
  15. Se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de teus filhos.
  16. Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim;
  17. até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles.
  18. Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição.
  19. Como ficam de súbito assolados, totalmente aniquilados de terror!
  20. Como ao sonho, quando se acorda, assim, ó Senhor, ao despertares, desprezarás a imagem deles.
  21. Quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram,
  22. eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença.
  23. Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita.
  24. Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória.
  25. Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra.
  26. Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.
  27. Os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo.
  28. Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no SENHOR Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos.

Por Misael. Arquivado em Provérbios

  1. O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura.
  2. Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira.
  3. O homem que ama a sabedoria alegra a seu pai, mas o companheiro de prostitutas desperdiça os bens.
  4. O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna.
  5. O homem que lisonjeia a seu próximo arma-lhe uma rede aos passos.
  6. Na transgressão do homem mau, há laço, mas o justo canta e se regozija.
  7. Informa-se o justo da causa dos pobres, mas o perverso de nada disso quer saber.
  8. Os homens escarnecedores alvoroçam a cidade, mas os sábios desviam a ira.
  9. Se o homem sábio discute com o insensato, quer este se encolerize, quer se ria, não haverá fim.
  10. Os sanguinários aborrecem o íntegro, ao passo que, quanto aos retos, procuram tirar-lhes a vida.
  11. O insensato expande toda a sua ira, mas o sábio afinal lha reprime.
  12. Se o governador dá atenção a palavras mentirosas, virão a ser perversos todos os seus servos.
  13. O pobre e o seu opressor se encontram, mas é o SENHOR quem dá luz aos olhos de ambos.
  14. O rei que julga os pobres com eqüidade firmará o seu trono para sempre.
  15. A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe.
  16. Quando os perversos se multiplicam, multiplicam-se as transgressões, mas os justos verão a ruína deles.
  17. Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma.
  18. Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz.
  19. O servo não se emendará com palavras, porque, ainda que entenda, não obedecerá.
  20. Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele.
  21. Se alguém amimar o escravo desde a infância, por fim ele quererá ser filho.
  22. O iracundo levanta contendas, e o furioso multiplica as transgressões.
  23. A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra.
  24. O que tem parte com o ladrão aborrece a própria alma; ouve as maldições e nada denuncia.
  25. Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no SENHOR está seguro.
  26. Muitos buscam o favor daquele que governa, mas para o homem a justiça vem do SENHOR.
  27. Para o justo, o iníquo é abominação, e o reto no seu caminho é abominação ao perverso.

Por Misael. Arquivado em Provérbios

  1. Fogem os perversos, sem que ninguém os persiga; mas o justo é intrépido como o leão.
  2. Por causa da transgressão da terra, mudam-se freqüentemente os príncipes, mas por um, sábio e prudente, se faz estável a sua ordem.
  3. O homem pobre que oprime os pobres é como chuva que a tudo arrasta e não deixa trigo.
  4. Os que desamparam a lei louvam o perverso, mas os que guardam a lei se indignam contra ele.
  5. Os homens maus não entendem o que é justo, mas os que buscam o SENHOR entendem tudo.
  6. Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso, nos seus caminhos, ainda que seja rico.
  7. O que guarda a lei é filho prudente, mas o companheiro de libertinos envergonha a seu pai.
  8. O que aumenta os seus bens com juros e ganância ajunta-os para o que se compadece do pobre.
  9. O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.
  10. O que desvia os retos para o mau caminho, ele mesmo cairá na cova que fez, mas os íntegros herdarão o bem.
  11. O homem rico é sábio aos seus próprios olhos; mas o pobre que é sábio sabe sondá-lo.
  12. Quando triunfam os justos, há grande festividade; quando, porém, sobem os perversos, os homens se escondem.
  13. O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.
  14. Feliz o homem constante no temor de Deus; mas o que endurece o coração cairá no mal.
  15. Como leão que ruge e urso que ataca, assim é o perverso que domina sobre um povo pobre.
  16. O príncipe falto de inteligência multiplica as opressões, mas o que aborrece a avareza viverá muitos anos.
  17. O homem carregado do sangue de outrem fugirá até à cova; ninguém o detenha.
  18. O que anda em integridade será salvo, mas o perverso em seus caminhos cairá logo.
  19. O que lavra a sua terra virá a fartar-se de pão, mas o que se ajunta a vadios se fartará de pobreza.
  20. O homem fiel será cumulado de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não passará sem castigo.
  21. Parcialidade não é bom, porque até por um bocado de pão o homem prevaricará.
  22. Aquele que tem olhos invejosos corre atrás das riquezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a penúria.
  23. O que repreende ao homem achará, depois, mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua.
  24. O que rouba a seu pai ou a sua mãe e diz: Não é pecado, companheiro é do destruidor.
  25. O cobiçoso levanta contendas, mas o que confia no SENHOR prosperará.
  26. O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo.
  27. O que dá ao pobre não terá falta, mas o que dele esconde os olhos será cumulado de maldições.
  28. Quando sobem os perversos, os homens se escondem, mas, quando eles perecem, os justos se multiplicam.

Por Misael. Arquivado em Menino Jesus de Praga, Orações

Amabilíssimo e miraculoso Menino Jesus de Praga, sois aclamado pelos inumeráveis e extraordinários favores que concedeis a todos que os invocam. Nossa alma, presa a Vossos divinos encantos de menino, nunca vos esquecerá. Hoje ela se recolhe sob Vosso manto real, para gozar da paz que nos prometestes e receber Vossa bênção divina, para deste modo crescer em santidade e virtudes. Por isto nos consagramos servilmente a Vosso santo serviço; queremos ser devotos ardorosos de Praga. Filhos de Vosso amor, corresponderemos à Vossa predileção por nossas almas, oferecendo-vos, agora e para sempre, tudo o que somos, tudo o que desejamos; a vida de nossos sentidos, as aspirações de nosso coração, os amores de nossas almas que vos pertencem por direito de filiação e dívida de conquista, ao nos criardes e nos redimirdes.

Divino Menino, Rei de Praga, Deus da Infância. Aceitai nosso oferecimento, tornai-o eficaz através de Vosso poder infinito para sermos Vossos por todo o sempre, na terra e no céu.

Amém.

Tema modificado por Carioca no Cerrado
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