Por Misael. Arquivado em Salmos
Ao mestre de canto. Para instrumentos de cordas. Salmo didático de Davi.
- Dá ouvidos, ó Deus, à minha oração; não te escondas da minha súplica.
- Atende-me e responde-me; sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado,
- por causa do clamor do inimigo e da opressão do Ãmpio; pois sobre mim lançam calamidade e furiosamente me hostilizam.
- Estremece-me no peito o coração, terrores de morte me salteiam;
- temor e tremor me sobrevêm, e o horror se apodera de mim.
- Então, disse eu: quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso.
- Eis que fugiria para longe e ficaria no deserto.
- Dar-me-ia pressa em abrigar-me do vendaval e da procela.
- Destrói, Senhor, e confunde os seus conselhos, porque vejo violência e contenda na cidade.
- Dia e noite giram nas suas muralhas, e, muros a dentro, campeia a perversidade e a malÃcia;
- há destruição no meio dela; das suas praças não se apartam a opressão e o engano.
- Com efeito, não é inimigo que me afronta; se o fosse, eu o suportaria; nem é o que me odeia quem se exalta contra mim, pois dele eu me esconderia;
- mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu Ãntimo amigo.
- Juntos andávamos, juntos nos entretÃnhamos e Ãamos com a multidão à Casa de Deus.
- A morte os assalte, e vivos desçam à cova! Porque há maldade nas suas moradas e no seu Ãntimo.
- Eu, porém, invocarei a Deus, e o SENHOR me salvará.
- À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz.
- Livra-me a alma, em paz, dos que me perseguem; pois são muitos contra mim.
- Deus ouvirá e lhes responderá, ele, que preside desde a eternidade, porque não há neles mudança nenhuma, e não temem a Deus.
- Tal homem estendeu as mãos contra os que tinham paz com ele; corrompeu a sua aliança.
- A sua boca era mais macia que a manteiga, porém no coração havia guerra; as suas palavras eram mais brandas que o azeite; contudo, eram espadas desembainhadas.
- Confia os teus cuidados ao SENHOR, e ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado.
- Tu, porém, ó Deus, os precipitarás à cova profunda; homens sanguinários e fraudulentos não chegarão à metade dos seus dias; eu, todavia, confiarei em ti.
Na Sagrada Escritura conta-se que a mãe de Samuel, Ana, na aflição da esterelidade que lhe tirava o privilégio da maternidade, dirigiu-se com fervorosa oração ao Senhor e fez promessa de consagrar ao serviço de Deus o futuro filho. Obtida a graça, após ter dado à luz o pequeno Samuel, levou-o a Silo, onde estava guardada a arca da aliança e o confiou ao sacerdote Eli, após tê-lo oferecido ao Senhor. Tomando isso como ponto de partida o Proto-evangelho de Tiago, apócrifo do século segundo, traça a história de Joaquim e Ana, pais da Bem-aventurada Virgem Maria. A piedosa esposa de Joaquim, após longa esterelidade obteve do Senhor o nascimento de Maria, que aos três anos levou ao Templo, deixando-a ao serviço divino, cumprindo o voto feito.




