Por Misael. Arquivado em Provérbios

  1. O SENHOR me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas.
  2. Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra.
  3. Antes de haver abismos, eu nasci, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas.
  4. Antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci.
  5. Ainda ele não tinha feito a terra, nem as amplidões, nem sequer o princípio do pó do mundo.
  6. Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;
  7. quando firmava as nuvens de cima; quando estabelecia as fontes do abismo;
  8. quando fixava ao mar o seu limite, para que as águas não traspassassem os seus limites; quando compunha os fundamentos da terra;
  9. então, eu estava com ele e era seu arquiteto, dia após dia, eu era as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo;
  10. regozijando-me no seu mundo habitável e achando as minhas delícias com os filhos dos homens.
  11. Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque felizes serão os que guardarem os meus caminhos.
  12. Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis.
  13. Feliz o homem que me dá ouvidos, velando dia a dia às minhas portas, esperando às ombreiras da minha entrada.
  14. Porque o que me acha acha a vida e alcança favor do SENHOR.
  15. Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte.

Por Misael. Arquivado em Provérbios

  1. Não clama, porventura, a Sabedoria, e o Entendimento não faz ouvir a sua voz?
  2. No cimo das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas ela se coloca;
  3. junto às portas, à entrada da cidade, à entrada das portas está gritando:
  4. A vós outros, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens.
  5. Entendei, ó simples, a prudência; e vós, néscios, entendei a sabedoria.
  6. Ouvi, pois falarei coisas excelentes; os meus lábios proferirão coisas retas.
  7. Porque a minha boca proclamará a verdade; os meus lábios abominam a impiedade.
  8. São justas todas as palavras da minha boca; não há nelas nenhuma coisa torta, nem perversa.
  9. Todas são retas para quem as entende e justas, para os que acham o conhecimento.
  10. Aceitai o meu ensino, e não a prata, e o conhecimento, antes do que o ouro escolhido.
  11. Porque melhor é a sabedoria do que jóias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela.
  12. Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos.
  13. O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço.
  14. Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria, eu sou o Entendimento, minha é a fortaleza.
  15. Por meu intermédio, reinam os reis, e os príncipes decretam justiça.
  16. Por meu intermédio, governam os príncipes, os nobres e todos os juízes da terra.
  17. Eu amo os que me amam; os que me procuram me acham.
  18. Riquezas e honra estão comigo, bens duráveis e justiça.
  19. Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado; e o meu rendimento, melhor do que a prata escolhida.
  20. Ando pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo,
  21. para dotar de bens os que me amam e lhes encher os tesouros.

Por Misael. Arquivado em Menina Izildinha

Menina Izildinha Maria Izilda de Castro Ribeiro morreu de leucemia em 1911, com 13 anos de idade, na cidade portuguesa de Guimarães. O mito começou a consolidar-se em 1950, quando um dos irmãos de Izildinha, Constantino de Castro Ribeiro, resolveu vir para o Brasil. Na mudança, trouxe o corpo de sua irmã. A exumação produziu espanto. Conta a lenda que, quase 40 anos depois da morte, o corpo de Izildinha estava intacto, coberto de flores ainda viçosas.

Ao chegar no Brasil, ele se instalou na cidade de São Paulo, onde o culto teve início. O túmulo tornou-se ponto de peregrinação e centenas de graças lhe foram atribuídas. Constantino, era o irmão da “santa”, e obteve muito lucro com a veneração. Em 1958, já se tornara um negociante, com título de comendador. Apartir daí resolveu transferir Izildinha para Monte Alto. Planejava abrir nesta cidade uma indústria de alimentos. A cidade recebeu-o com entusiasmo. Com o dinheiro arrecadado no lugar, ergueu-se um mausoléu. A comunidade portuguesa da região foi além: doou a Constantino terrenos para sua indústria. O culto a Izildinha se expandiu.

Na década de 60, o mito tornou-se alvo de disputa judicial. Depois de se desfazer da fábrica em Monte Alto, Constantino tentou remover a santinha da cidade. Queria trazê-la de volta para São Paulo. O impasse foi resolvido em 6 de maio de 1964, pelo Tribunal de Alçada. O corpo foi incorporado ao patrimônio de Monte Alto. Magoado, o comendador nunca mais voltou à cidade. Ele está enterrado no cemitério São Paulo, no jazigo que mandara construir especialmente para a irmã famosa.

Izildinha não é reconhecida pela Igreja, nem os devotos parecem preocupados com isso. O mausoléu não atrai as multidões dos anos 60, mas ainda fica repleto em meados de junho, quando se comemora o aniversário da menina. Os restos mortais repousam num caixão de chumbo e não podem ser admirados. Mas a lenda do corpo intacto resiste. Luís Antônio Guimarães, ex-administrador do mausoléu, conta que abriu o caixão há dez anos para executar alguns reparos. “O corpo continua lá, perfeito”, garante, com olhos de assombro.

  • Sincretismo da Menina Izildinha: Não há.
  • Devoção da Menina Izildinha: Culto Popular.
  • Data Comemorativa: 3 de Setembro.

Por Misael. Arquivado em Provérbios

  1. Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos.
  2. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.
  3. Ata-os aos dedos, escreve-os na tábua do teu coração.
  4. Dize à Sabedoria: Tu és minha irmã; e ao Entendimento chama teu parente;
  5. para te guardarem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com palavras.
  6. Porque da janela da minha casa, por minhas grades, olhando eu,
  7. vi entre os simples, descobri entre os jovens um que era carecente de juízo,
  8. que ia e vinha pela rua junto à esquina da mulher estranha e seguia o caminho da sua casa,
  9. à tarde do dia, no crepúsculo, na escuridão da noite, nas trevas.
  10. Eis que a mulher lhe sai ao encontro, com vestes de prostituta e astuta de coração.
  11. É apaixonada e inquieta, cujos pés não param em casa;
  12. ora está nas ruas, ora, nas praças, espreitando por todos os cantos.
  13. Aproximou-se dele, e o beijou, e de cara impudente lhe diz:
  14. Sacrifícios pacíficos tinha eu de oferecer; paguei hoje os meus votos.
  15. Por isso, saí ao teu encontro, a buscar-te, e te achei.
  16. Já cobri de colchas a minha cama, de linho fino do Egito, de várias cores;
  17. já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo.
  18. Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã; gozemos amores.
  19. Porque o meu marido não está em casa, saiu de viagem para longe.
  20. Levou consigo um saquitel de dinheiro; só por volta da lua cheia ele tornará para casa.
  21. Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou.
  22. E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede,
  23. até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida.
  24. Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e sê atento às palavras da minha boca;
  25. não se desvie o teu coração para os caminhos dela, e não andes perdido nas suas veredas;
  26. porque a muitos feriu e derribou; e são muitos os que por ela foram mortos.
  27. A sua casa é caminho para a sepultura e desce para as câmaras da morte.

Por Misael. Arquivado em Provérbios

  1. Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe;
  2. ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao pescoço.
  3. Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo.
  4. Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida;
  5. para te guardarem da vil mulher e das lisonjas da mulher alheia.
  6. Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te deixes prender com as suas olhadelas.
  7. Por uma prostituta o máximo que se paga é um pedaço de pão, mas a adúltera anda à caça de vida preciosa.
  8. Tomará alguém fogo no seio, sem que as suas vestes se incendeiem?
  9. Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés?
  10. Assim será com o que se chegar à mulher do seu próximo; não ficará sem castigo todo aquele que a tocar.
  11. Não é certo que se despreza o ladrão, quando furta para saciar-se, tendo fome?
  12. Pois este, quando encontrado, pagará sete vezes tanto; entregará todos os bens de sua casa.
  13. O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa.
  14. Achará açoites e infâmia, e o seu opróbrio nunca se apagará.
  15. Porque o ciúme excita o furor do marido; e não terá compaixão no dia da vingança.
  16. Não se contentará com o resgate, nem aceitará presentes, ainda que sejam muitos.

Por Misael. Arquivado em Provérbios

  1. O homem de Belial, o homem vil, é o que anda com a perversidade na boca,
  2. acena com os olhos, arranha com os pés e faz sinais com os dedos.
  3. No seu coração há perversidade; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas.
  4. Pelo que a sua destruição virá repentinamente; subitamente, será quebrantado, sem que haja cura.
  5. Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina:
  6. olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,
  7. coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal,
  8. testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.

Por Misael. Arquivado em Provérbios

  1. Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio.
  2. Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante,
  3. no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento.
  4. Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?
  5. Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso,
  6. assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.

Por Misael. Arquivado em Provérbios

  1. Filho meu, se ficaste por fiador do teu companheiro e se te empenhaste ao estranho,
  2. estás enredado com o que dizem os teus lábios, estás preso com as palavras da tua boca.
  3. Agora, pois, faze isto, filho meu, e livra-te, pois caíste nas mãos do teu companheiro: vai, prostra-te e importuna o teu companheiro;
  4. não dês sono aos teus olhos, nem repouso às tuas pálpebras;
  5. livra-te, como a gazela, da mão do caçador e, como a ave, da mão do passarinheiro.

Por Misael. Arquivado em Provérbios

  1. Filho meu, atende a minha sabedoria; à minha inteligência inclina os ouvidos
  2. para que conserves a discrição, e os teus lábios guardem o conhecimento;
  3. porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite;
  4. mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo, como a espada de dois gumes.
  5. Os seus pés descem à morte; os seus passos conduzem-na ao inferno.
  6. Ela não pondera a vereda da vida; anda errante nos seus caminhos e não o sabe.
  7. Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e não te desvies das palavras da minha boca.
  8. Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa;
  9. para que não dês a outrem a tua honra, nem os teus anos, a cruéis;
  10. para que dos teus bens não se fartem os estranhos, e o fruto do teu trabalho não entre em casa alheia;
  11. e gemas no fim de tua vida, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo,
  12. e digas: Como aborreci o ensino! E desprezou o meu coração a disciplina!
  13. E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem a meus mestres inclinei os ouvidos!
  14. Quase que me achei em todo mal que sucedeu no meio da assembléia e da congregação.
  15. Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço.
  16. Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas?
  17. Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo.
  18. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade,
  19. corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias.
  20. Por que, filho meu, andarias cego pela estranha e abraçarias o peito de outra?
  21. Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas.
  22. Quanto ao perverso, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.
  23. Ele morrerá pela falta de disciplina, e, pela sua muita loucura, perdido, cambaleia.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Salmo de Davi

  1. Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?
  2. O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade;
  3. o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho;
  4. o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao SENHOR; o que jura com dano próprio e não se retrata;
  5. o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.
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