Por Misael. Arquivado em Provérbios
- O SENHOR me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas.
- Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra.
- Antes de haver abismos, eu nasci, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas.
- Antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci.
- Ainda ele não tinha feito a terra, nem as amplidões, nem sequer o princípio do pó do mundo.
- Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;
- quando firmava as nuvens de cima; quando estabelecia as fontes do abismo;
- quando fixava ao mar o seu limite, para que as águas não traspassassem os seus limites; quando compunha os fundamentos da terra;
- então, eu estava com ele e era seu arquiteto, dia após dia, eu era as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo;
- regozijando-me no seu mundo habitável e achando as minhas delícias com os filhos dos homens.
- Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque felizes serão os que guardarem os meus caminhos.
- Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis.
- Feliz o homem que me dá ouvidos, velando dia a dia às minhas portas, esperando às ombreiras da minha entrada.
- Porque o que me acha acha a vida e alcança favor do SENHOR.
- Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte.
Por Misael. Arquivado em Provérbios
- Não clama, porventura, a Sabedoria, e o Entendimento não faz ouvir a sua voz?
- No cimo das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas ela se coloca;
- junto às portas, à entrada da cidade, à entrada das portas está gritando:
- A vós outros, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens.
- Entendei, ó simples, a prudência; e vós, néscios, entendei a sabedoria.
- Ouvi, pois falarei coisas excelentes; os meus lábios proferirão coisas retas.
- Porque a minha boca proclamará a verdade; os meus lábios abominam a impiedade.
- São justas todas as palavras da minha boca; não há nelas nenhuma coisa torta, nem perversa.
- Todas são retas para quem as entende e justas, para os que acham o conhecimento.
- Aceitai o meu ensino, e não a prata, e o conhecimento, antes do que o ouro escolhido.
- Porque melhor é a sabedoria do que jóias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela.
- Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos.
- O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço.
- Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria, eu sou o Entendimento, minha é a fortaleza.
- Por meu intermédio, reinam os reis, e os príncipes decretam justiça.
- Por meu intermédio, governam os príncipes, os nobres e todos os juízes da terra.
- Eu amo os que me amam; os que me procuram me acham.
- Riquezas e honra estão comigo, bens duráveis e justiça.
- Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado; e o meu rendimento, melhor do que a prata escolhida.
- Ando pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo,
- para dotar de bens os que me amam e lhes encher os tesouros.
Por Misael. Arquivado em Menina Izildinha
Maria Izilda de Castro Ribeiro morreu de leucemia em 1911, com 13 anos de idade, na cidade portuguesa de Guimarães. O mito começou a consolidar-se em 1950, quando um dos irmãos de Izildinha, Constantino de Castro Ribeiro, resolveu vir para o Brasil. Na mudança, trouxe o corpo de sua irmã. A exumação produziu espanto. Conta a lenda que, quase 40 anos depois da morte, o corpo de Izildinha estava intacto, coberto de flores ainda viçosas.
Ao chegar no Brasil, ele se instalou na cidade de São Paulo, onde o culto teve início. O túmulo tornou-se ponto de peregrinação e centenas de graças lhe foram atribuídas. Constantino, era o irmão da “santa”, e obteve muito lucro com a veneração. Em 1958, já se tornara um negociante, com título de comendador. Apartir daí resolveu transferir Izildinha para Monte Alto. Planejava abrir nesta cidade uma indústria de alimentos. A cidade recebeu-o com entusiasmo. Com o dinheiro arrecadado no lugar, ergueu-se um mausoléu. A comunidade portuguesa da região foi além: doou a Constantino terrenos para sua indústria. O culto a Izildinha se expandiu.
Na década de 60, o mito tornou-se alvo de disputa judicial. Depois de se desfazer da fábrica em Monte Alto, Constantino tentou remover a santinha da cidade. Queria trazê-la de volta para São Paulo. O impasse foi resolvido em 6 de maio de 1964, pelo Tribunal de Alçada. O corpo foi incorporado ao patrimônio de Monte Alto. Magoado, o comendador nunca mais voltou à cidade. Ele está enterrado no cemitério São Paulo, no jazigo que mandara construir especialmente para a irmã famosa.
Izildinha não é reconhecida pela Igreja, nem os devotos parecem preocupados com isso. O mausoléu não atrai as multidões dos anos 60, mas ainda fica repleto em meados de junho, quando se comemora o aniversário da menina. Os restos mortais repousam num caixão de chumbo e não podem ser admirados. Mas a lenda do corpo intacto resiste. Luís Antônio Guimarães, ex-administrador do mausoléu, conta que abriu o caixão há dez anos para executar alguns reparos. “O corpo continua lá, perfeito”, garante, com olhos de assombro.
- Sincretismo da Menina Izildinha: Não há.
- Devoção da Menina Izildinha: Culto Popular.
- Data Comemorativa: 3 de Setembro.
Por Misael. Arquivado em Provérbios
- Filho meu, guarda as minhas palavras e conserva dentro de ti os meus mandamentos.
- Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos.
- Ata-os aos dedos, escreve-os na tábua do teu coração.
- Dize à Sabedoria: Tu és minha irmã; e ao Entendimento chama teu parente;
- para te guardarem da mulher alheia, da estranha que lisonjeia com palavras.
- Porque da janela da minha casa, por minhas grades, olhando eu,
- vi entre os simples, descobri entre os jovens um que era carecente de juízo,
- que ia e vinha pela rua junto à esquina da mulher estranha e seguia o caminho da sua casa,
- à tarde do dia, no crepúsculo, na escuridão da noite, nas trevas.
- Eis que a mulher lhe sai ao encontro, com vestes de prostituta e astuta de coração.
- É apaixonada e inquieta, cujos pés não param em casa;
- ora está nas ruas, ora, nas praças, espreitando por todos os cantos.
- Aproximou-se dele, e o beijou, e de cara impudente lhe diz:
- Sacrifícios pacíficos tinha eu de oferecer; paguei hoje os meus votos.
- Por isso, saí ao teu encontro, a buscar-te, e te achei.
- Já cobri de colchas a minha cama, de linho fino do Egito, de várias cores;
- já perfumei o meu leito com mirra, aloés e cinamomo.
- Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã; gozemos amores.
- Porque o meu marido não está em casa, saiu de viagem para longe.
- Levou consigo um saquitel de dinheiro; só por volta da lua cheia ele tornará para casa.
- Seduziu-o com as suas muitas palavras, com as lisonjas dos seus lábios o arrastou.
- E ele num instante a segue, como o boi que vai ao matadouro; como o cervo que corre para a rede,
- até que a flecha lhe atravesse o coração; como a ave que se apressa para o laço, sem saber que isto lhe custará a vida.
- Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e sê atento às palavras da minha boca;
- não se desvie o teu coração para os caminhos dela, e não andes perdido nas suas veredas;
- porque a muitos feriu e derribou; e são muitos os que por ela foram mortos.
- A sua casa é caminho para a sepultura e desce para as câmaras da morte.
Por Misael. Arquivado em Provérbios
- Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe;
- ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao pescoço.
- Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo.
- Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida;
- para te guardarem da vil mulher e das lisonjas da mulher alheia.
- Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te deixes prender com as suas olhadelas.
- Por uma prostituta o máximo que se paga é um pedaço de pão, mas a adúltera anda à caça de vida preciosa.
- Tomará alguém fogo no seio, sem que as suas vestes se incendeiem?
- Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés?
- Assim será com o que se chegar à mulher do seu próximo; não ficará sem castigo todo aquele que a tocar.
- Não é certo que se despreza o ladrão, quando furta para saciar-se, tendo fome?
- Pois este, quando encontrado, pagará sete vezes tanto; entregará todos os bens de sua casa.
- O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa.
- Achará açoites e infâmia, e o seu opróbrio nunca se apagará.
- Porque o ciúme excita o furor do marido; e não terá compaixão no dia da vingança.
- Não se contentará com o resgate, nem aceitará presentes, ainda que sejam muitos.
Por Misael. Arquivado em Provérbios
- O homem de Belial, o homem vil, é o que anda com a perversidade na boca,
- acena com os olhos, arranha com os pés e faz sinais com os dedos.
- No seu coração há perversidade; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas.
- Pelo que a sua destruição virá repentinamente; subitamente, será quebrantado, sem que haja cura.
- Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina:
- olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,
- coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal,
- testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.
Por Misael. Arquivado em Provérbios
- Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio.
- Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante,
- no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento.
- Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?
- Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso,
- assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.
Por Misael. Arquivado em Provérbios
- Filho meu, se ficaste por fiador do teu companheiro e se te empenhaste ao estranho,
- estás enredado com o que dizem os teus lábios, estás preso com as palavras da tua boca.
- Agora, pois, faze isto, filho meu, e livra-te, pois caíste nas mãos do teu companheiro: vai, prostra-te e importuna o teu companheiro;
- não dês sono aos teus olhos, nem repouso às tuas pálpebras;
- livra-te, como a gazela, da mão do caçador e, como a ave, da mão do passarinheiro.
Por Misael. Arquivado em Provérbios
- Filho meu, atende a minha sabedoria; à minha inteligência inclina os ouvidos
- para que conserves a discrição, e os teus lábios guardem o conhecimento;
- porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite;
- mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo, como a espada de dois gumes.
- Os seus pés descem à morte; os seus passos conduzem-na ao inferno.
- Ela não pondera a vereda da vida; anda errante nos seus caminhos e não o sabe.
- Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e não te desvies das palavras da minha boca.
- Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa;
- para que não dês a outrem a tua honra, nem os teus anos, a cruéis;
- para que dos teus bens não se fartem os estranhos, e o fruto do teu trabalho não entre em casa alheia;
- e gemas no fim de tua vida, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo,
- e digas: Como aborreci o ensino! E desprezou o meu coração a disciplina!
- E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem a meus mestres inclinei os ouvidos!
- Quase que me achei em todo mal que sucedeu no meio da assembléia e da congregação.
- Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço.
- Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas?
- Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo.
- Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade,
- corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias.
- Por que, filho meu, andarias cego pela estranha e abraçarias o peito de outra?
- Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas.
- Quanto ao perverso, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.
- Ele morrerá pela falta de disciplina, e, pela sua muita loucura, perdido, cambaleia.
Por Misael. Arquivado em Salmos
Salmo de Davi
- Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?
- O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade;
- o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho;
- o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao SENHOR; o que jura com dano próprio e não se retrata;
- o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.