Por Misael. Arquivado em Salmos

Cântico. Salmo dos filhos de Corá.

  1. Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus.
  2. Seu santo monte, belo e sobranceiro, é a alegria de toda a terra; o monte Sião, para os lados do Norte, a cidade do grande Rei.
  3. Nos palácios dela, Deus se faz conhecer como alto refúgio.
  4. Por isso, eis que os reis se coligaram e juntos sumiram-se;
  5. bastou-lhes vê-lo, e se espantaram, tomaram-se de assombro e fugiram apressados.
  6. O terror ali os venceu, e sentiram dores como de parturiente.
  7. Com vento oriental destruíste as naus de Társis.
  8. Como temos ouvido dizer, assim o vimos na cidade do SENHOR dos Exércitos, na cidade do nosso Deus. Deus a estabelece para sempre.
  9. Pensamos, ó Deus, na tua misericórdia no meio do teu templo.
  10. Como o teu nome, ó Deus, assim o teu louvor se estende até aos confins da terra; a tua destra está cheia de justiça.
  11. Alegre-se o monte Sião, exultem as filhas de Judá, por causa dos teus juízos.
  12. Percorrei a Sião, rodeai-a toda, contai-lhe as torres;
  13. notai bem os seus baluartes, observai os seus palácios, para narrardes às gerações vindouras
  14. que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre; ele será nosso guia até à morte.

Por Misael. Arquivado em Provérbios

  1. Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso de lábios e tolo.
  2. Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado.
  3. A estultícia do homem perverte o seu caminho, mas é contra o SENHOR que o seu coração se ira.
  4. As riquezas multiplicam os amigos; mas, ao pobre, o seu próprio amigo o deixa.
  5. A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras não escapa.
  6. Ao generoso, muitos o adulam, e todos são amigos do que dá presentes.
  7. Se os irmãos do pobre o aborrecem, quanto mais se afastarão dele os seus amigos! Corre após eles com súplicas, mas não os alcança.
  8. O que adquire entendimento ama a sua alma; o que conserva a inteligência acha o bem.
  9. A falsa testemunha não fica impune, e o que profere mentiras perece.
  10. Ao insensato não convém a vida regalada, quanto menos ao escravo dominar os príncipes!
  11. A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias.
  12. Como o bramido do leão, assim é a indignação do rei; mas seu favor é como o orvalho sobre a erva.
  13. O filho insensato é a desgraça do pai, e um gotejar contínuo, as contenções da esposa.
  14. A casa e os bens vêm como herança dos pais; mas do SENHOR, a esposa prudente.
  15. A preguiça faz cair em profundo sono, e o ocioso vem a padecer fome.
  16. O que guarda o mandamento guarda a sua alma; mas o que despreza os seus caminhos, esse morre.
  17. Quem se compadece do pobre ao SENHOR empresta, e este lhe paga o seu benefício.
  18. Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.
  19. Homem de grande ira tem de sofrer o dano; porque, se tu o livrares, virás ainda a fazê-lo de novo.
  20. Ouve o conselho e recebe a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por vir.
  21. Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do SENHOR permanecerá.
  22. O que torna agradável o homem é a sua misericórdia; o pobre é preferível ao mentiroso.
  23. O temor do SENHOR conduz à vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará.
  24. O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca.
  25. Quando ferires ao escarnecedor, o simples aprenderá a prudência; repreende ao sábio, e crescerá em conhecimento.
  26. O que maltrata a seu pai ou manda embora a sua mãe filho é que envergonha e desonra.
  27. Filho meu, se deixas de ouvir a instrução, desviar-te-ás das palavras do conhecimento.
  28. A testemunha de Belial escarnece da justiça, e a boca dos perversos devora a iniqüidade.
  29. Preparados estão os juízos para os escarnecedores e os açoites, para as costas dos insensatos.

Por Misael. Arquivado em Santa Rita de Cássia

Imagem de Santa Rita de Cássia Santa Rita de Cássia ou Santa dos Impossíveis, como é geralmente conhecida a grande advogada dos aflitos, nasceu em Rocca Porena, a uma légua de Cássia (Itália), aos 22 de maio de 1381, tendo por Antônio Mancini e Amada Ferri.

O Nascimento da Santa foi precedido por sinais maravilhosos e visões celestiais que fizeram seus pais perceberem algo da futura e providencial missão de Rita, que seria colocada no mundo para instrumento da miserircórdia de Deus em favor da humanidade sofredora. Seus biógrafos igualmente falam de mansas abelhinhas que lhe visitavam com freqüência o berço, chegando mesmo a fabricarem em seus lábios um pequeno favo de mel, sem que disto lhe viesse mal algum; feliz prenúncio da admirável mansidão que é uma das características de nossa Santa.

Desde a primeira idade acaletava Rita o desejo de se consagrar exclusivamente a Deus, pelos santos votos de Religião, mas a Providência divina tem seus desígnios misteriosos sobre a Santa que é levada por seus pais a abraçar o estado matrimonial. Aos 16 anos, aproximadamente, desposa o jovem Paulo Ferdinando, de gênio leviano e excessivamente violento, e que lhe vai amargurar os primeiros anos dos dezoito que se presume haver levado em matrimônio.

A futura protetora dos aflitos deveria ser também modelo da mulher cristã, da esposa fiel, dedicada e forte porque deve advir a conversão para o esposo, mesmo que este lhe seja infiel… A Santa soube sofrer com paciência todas as contradições, e pela oração, espírito de brandura e penitência , conseguiu ver triunfar a causa de Deus e brilhar o sol da caridade que tantas bençãos atrai para o lar santificado pelo sacramento do Matrimônio, porquanto Paulo não tardou a trilhar o bom caminho.

Viúva pelo bárbaro assassinato do esposo, empregou a Santa sua viuvez em obras de caridade e na educação de seus 2 filhos gêmeos, os quais, no entanto, viu morrer mui prematuramente aos 14 anos de idade. Particularmente é de notar a grande caridade de Rita ao perdoar com extremos de generosidade os assassinos de seu desventurado esposo.

Livre dos laços que a prendiam ao mundo, Rita deseja realizar os santos propósitos da juventude, mas quantas dificuldades não seria necessário vencer!… A condição de viúva e outros escolhos tornavam infrutíferas suas tentativas e, por mais de uma vez, viu que se lhe fechavam as portas do Convento. Destinada para ser a grande advogada das causas difíceis, a Santa deveria enfrentar muitas dificuldades; redobra então as orações e penitências, armas com que conquistaria a vitória almejada. Seus santos Patronos, São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino alcançam-lhe de Deus a graça por que tanto suspirava e fazem-na entrar milagrosamente no Convento das Agostinianas de Cássia, alta hora da madrugada, contando Santa Rita 36 anos de idade.

A vida religiosa foi para Santa Rita ocasião de novos e gigantescos acréscimos de virtude e contínua ascensão para Deus. Levara uma vida eminentemente penitente; a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e as dores da Santíssima Virgem eram objetos contínuo dos enlevos de seu coração, e quantas graças de santificação pessoal, de conversão para os pecadores e alívio para as benditas almas do Purgatório não lhe concederia o Esposo divino!…

Os pecadores e as santas almas merecem sempre as melhores atenções de Santa Rita.
A vida santa que levava quando ainda estava no século e a entrada maravilhosa no Convento haviam despertado primeiro ano de vida religiosa é logo assinalado por outro fato que veio confirmar e realçar ainda mais a alta santidade da humildade Agostiniana; um sarmento seco de videira, que por obediência e humildade a Santa deveria regar todos os dias, transforma-se em planta viva e, ainda hoje, pode ser admirado no Convento de Cássia produzindo frutos saborosos com o nome de Videira de Santa Rita.

Não ficariam nestas as distinções do Nosso Senhor para com a fiel devota de sua Paixão. Pelo ano de 1442, estando a Santa em oração diante da imagem de Jesus Crucificado, recebe um Espírito da dolorosa Coroa do Salvador, o qual deixou aberto e visível a todos uma chaga que não se fechou senão com a morte da Santa, excetuando-se o período do Ano Santo de 1450, quando para poder ir lucrar em Roma o Jubileu, alcançou de Nosso Senhor se lhe fechasse temporariamente a chaga, muito embora continuasse a sofrer as mesmas e cruciantes dores.

Esta ferida era de tal modo fétida, que a obrigou a retirar-se do seio da Comunidade, não sem grandes motivos de humilhação, que a Santa Rita soube aproveitar para mais se unir a Deus e redobrar as penitências.

Quantas lições não nos oferece essa vida tão santa e ao mesmo tempo tão sofredora!… Realmente o sofrimento é uma escola de perfeição e união com Deus; Nosso Senhor Jesus Cristo mesmo insinua está verdade quando afirma que, se alguém quer ser seu dicípulo, tome a cruz da penitência e da renúncia das paixões e, então, O siga…

A vida de Santa Rita é uma formal reprovação da vida frouxa e dissipada de muitos que se dizem cristãos, mas que desprezam a Cruz de Nosso Senhor…

Igualmente falam-nos os biógrafos de rigorosos jejuns da Santa. Muitas e muitas vezes e durante dias e dias permanecia Santa Rita sem outro alimento que não a Sagrada Comunhão, particularmente nos últimos quatro anos de sua preciosa existência. Esse período da vida da Santa assinala-se por muitos fatos extraordinários. Uma doença misteriosa invade o seu corpo já tão macerado por duras penitências. Multiplicaram-se as graças de conversões; são luzes e confortos que a Santa distribui em profusão aos que a procuram…

Nesse tempo é que se realiza o milagre das rosas e figos, tão conhecido dos devotos de Santa Rita. A Santa passava por uma das grandes provações quando foi visitar uma de suas parentes a quem a santa enferma pediu que lhe trouxesse algumas rosas de seu antigo jardim de Rocca Porena.

Estavam em pleno inverno, fora de estação própria, mas qual não foi a admiração da senhora ao chegar em casa, por ver algumas das roseiras que outrora pertenceram à Santa, todas floridas, e carregadas de sazonados frutos a velha figueira do pomar. Essas rosas e esses figos foram remetidos à Santa que muito se confortou, vendo nesse fato uma prova das delicadezas de Nosso Senhor para com seus sofrimentos.

Tais prodígios mostram-nos quão agradável foi a Deus o peregrinar de nossa Santa aqui na terra, e as bênçãos e graças de escol, que Santa Rita continua a dispensar aos seus devotos, falam bem claramente de como ela sabe aplicar em favor dos que sofrem seus méritos inconfundíveis.

Verdadeiramente é Santa Rita a Advogada dos aflitos, ou, como geralmente é conhecida, a Santa dos Impossíveis… Explicam esses fatos o piedoso costume de enfeitarem a imagem da Santa, particularmente no dia de sua Festa, com rosas, figos, cachos de uvas e abelhas. A Santa Igreja mesma parece querer perpetuar o milagre das rosas, aprovando a Bênção das Rosas que se faz no dia da Festa ou no dia 22 de cada mês, para alívio dos enfermos.

Finalmente, com 78 anos de idade e 40 de vida religiosa, faleceu Santa Rita em Cássia, no velho Convento das Agostinianas, no dia 22 de maio de 1457, recreada com visões celestiais e depois de ter recebido com muita piedade os últimos Sacramentos.
A fama de santa que já gozava em vida aumentou ainda mais depois de seu piedoso trânsito, confirmando-se por novos milagres que Deus Nosso Senhor operava por intercessão de sua fiel serva.

Documentos de 1485 falam já de seu culto conhecido e Propagado em toda a Diocese de Espoleto a que pertencia Cássia. Em 1628, o Papa Urbano VIII autorizava o culto de Beata para toda a Ordem Agostiniana, um ano antes aprovado para a Diocese de Espoleto e, entre os motivos, apresenta o fato de existir em Cássia, desde 1577, uma igreja em honra da Bem-aventurada Rita. Em 1655, também Roma dedica uma igreja à memória da Beata.

A Canonização da Santa deu-se a 24 de maio de 1900, pelo imortal Pontífice Leão XIII.

  • Sincretismo da Santa Rita de Cássia: Não há.
  • Devoção da Santa Rita de Cássia: Invocada em casos impossíveis e desesperados.
  • Data Comemorativa: 22 de Maio.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Corá.

  1. Batei palmas, todos os povos; celebrai a Deus com vozes de júbilo.
  2. Pois o SENHOR Altíssimo é tremendo, é o grande rei de toda a terra.
  3. Ele nos submeteu os povos e pôs sob os nossos pés as nações.
  4. Escolheu-nos a nossa herança, a glória de Jacó, a quem ele ama.
  5. Subiu Deus por entre aclamações, o SENHOR, ao som de trombeta.
  6. Salmodiai a Deus, cantai louvores; salmodiai ao nosso Rei, cantai louvores.
  7. Deus é o Rei de toda a terra; salmodiai com harmonioso cântico.
  8. Deus reina sobre as nações; Deus se assenta no seu santo trono.
  9. Os príncipes dos povos se reúnem, o povo do Deus de Abraão, porque a Deus pertencem os escudos da terra; ele se exaltou gloriosamente.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Ao mestre de canto. Dos filhos de Corá. Em voz de soprano. Cântico

  1. Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.
  2. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares;
  3. ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes se estremeçam.
  4. Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.
  5. Deus está no meio dela; jamais será abalada; Deus a ajudará desde antemanhã.
  6. Bramam nações, reinos se abalam; ele faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve.
  7. O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
  8. Vinde, contemplai as obras do SENHOR, que assolações efetuou na terra.
  9. Ele põe termo à guerra até aos confins do mundo, quebra o arco e despedaça a lança; queima os carros no fogo.
  10. Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.
  11. O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.

Por Misael. Arquivado em Provérbios

  1. O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria.
  2. O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar o seu interior.
  3. Vindo a perversidade, vem também o desprezo; e, com a ignomínia, a vergonha.
  4. Águas profundas são as palavras da boca do homem, e a fonte da sabedoria, ribeiros transbordantes.
  5. Não é bom ser parcial com o perverso, para torcer o direito contra os justos.
  6. Os lábios do insensato entram na contenda, e por açoites brada a sua boca.
  7. A boca do insensato é a sua própria destruição, e os seus lábios, um laço para a sua alma.
  8. As palavras do maldizente são doces bocados que descem para o mais interior do ventre.
  9. Quem é negligente na sua obra já é irmão do desperdiçador.
  10. Torre forte é o nome do SENHOR, à qual o justo se acolhe e está seguro.
  11. Os bens do rico lhe são cidade forte e, segundo imagina, uma alta muralha.
  12. Antes da ruína, gaba-se o coração do homem, e diante da honra vai a humildade.
  13. Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha.
  14. O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar?
  15. O coração do sábio adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios procura o saber.
  16. O presente que o homem faz alarga-lhe o caminho e leva-o perante os grandes.
  17. O que começa o pleito parece justo, até que vem o outro e o examina.
  18. Pelo lançar da sorte, cessam os pleitos, e se decide a causa entre os poderosos.
  19. O irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza; suas contendas são ferrolhos de um castelo.
  20. Do fruto da boca o coração se farta, do que produzem os lábios se satisfaz.
  21. A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.
  22. O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do SENHOR.
  23. O pobre fala com súplicas, porém o rico responde com durezas.
  24. O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão.

Por Misael. Arquivado em Santa Luzia

Imagem da Santa Luzia Protetora contra as doenças dos olhos. É invocada no cânon da santa missa. De nobre origem, nasceu em Siracusa, Itália. Após a morte do pai, sua mãe adoeceu e Santa Luzia organizou uma romaria ao túmulo de Santa Águeda, famosa por seus milagres. Foi então que Santa Águeda manifestou-se para Luzia e sua mãe melhorou de saúde. Luzia, decidiu entregar-se à Deus, e recusou o pedido de casamento de um jovem pagão. Como vingança, o jovem denunciou Luzia ao governador Pascásio. Luzia foi torturada e decapitada.

Se você anda contrariado com alguém ou com alguma coisa, você precisa da ajuda de Santa Luzia. Santa Luzia é também a Santa que protege e resolve todos os problemas relacionados com “os olhos” das pessoas. Recebeu de Nosso Senhor esta linda missão porque, como conta a tradição, por não aceitar falsos deuses, foi presa e arrancaram-lhe os olhos e, no dia seguinte ela estava com eles perfeitos.

Santa Luzia morreu no dia 13 de dezembro do ano 303.

  • Sincretismo da Santa Luzia: Não há.
  • Devoção da Santa Luzia: Protetora contra as doenças nos olhos e dos “olhos da alma”, a fé.
  • Data Comemorativa: 13 de Dezembro.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Ao mestre de canto, segundo a melodia “Os lírios”. Dos filhos de Corá. Salmo didático. Cântico de amor.

  1. De boas palavras transborda o meu coração. Ao Rei consagro o que compus; a minha língua é como a pena de habilidoso escritor.
  2. Tu és o mais formoso dos filhos dos homens; nos teus lábios se extravasou a graça; por isso, Deus te abençoou para sempre.
  3. Cinge a espada no teu flanco, herói; cinge a tua glória e a tua majestade!
  4. E nessa majestade cavalga prosperamente, pela causa da verdade e da justiça; e a tua destra te ensinará proezas.
  5. As tuas setas são agudas, penetram o coração dos inimigos do Rei; os povos caem submissos a ti.
  6. O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu reino.
  7. Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros.
  8. Todas as tuas vestes recendem a mirra, aloés e cássia; de palácios de marfim ressoam instrumentos de cordas que te alegram.
  9. Filhas de reis se encontram entre as tuas damas de honra; à tua direita está a rainha adornada de ouro finíssimo de Ofir.
  10. Ouve, filha; vê, dá atenção; esquece o teu povo e a casa de teu pai.
  11. Então, o Rei cobiçará a tua formosura; pois ele é o teu senhor; inclina-te perante ele.
  12. A ti virá a filha de Tiro trazendo donativos; os mais ricos do povo te pedirão favores.
  13. Toda formosura é a filha do Rei no interior do palácio; a sua vestidura é recamada de ouro.
  14. Em roupagens bordadas conduzem-na perante o Rei; as virgens, suas companheiras que a seguem, serão trazidas à tua presença.
  15. Serão dirigidas com alegria e regozijo; entrarão no palácio do Rei.
  16. Em vez de teus pais, serão teus filhos, os quais farás príncipes por toda a terra.
  17. O teu nome, eu o farei celebrado de geração a geração, e, assim, os povos te louvarão para todo o sempre.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Ao mestre de canto. Dos filhos de Corá. Salmo didático.

  1. Ouvimos, ó Deus, com os próprios ouvidos; nossos pais nos têm contado o que outrora fizeste, em seus dias.
  2. Como por tuas próprias mãos desapossaste as nações e os estabeleceste; oprimiste os povos e aos pais deste largueza.
  3. Pois não foi por sua espada que possuíram a terra, nem foi o seu braço que lhes deu vitória, e sim a tua destra, e o teu braço, e o fulgor do teu rosto, porque te agradaste deles.
  4. Tu és o meu rei, ó Deus; ordena a vitória de Jacó.
  5. Com o teu auxílio, vencemos os nossos inimigos; em teu nome, calcamos aos pés os que se levantam contra nós.
  6. Não confio no meu arco, e não é a minha espada que me salva.
  7. Pois tu nos salvaste dos nossos inimigos e cobriste de vergonha os que nos odeiam.
  8. Em Deus, nos temos gloriado continuamente e para sempre louvaremos o teu nome.
  9. Agora, porém, tu nos lançaste fora, e nos expuseste à vergonha, e já não sais com os nossos exércitos.
  10. Tu nos fazes bater em retirada à vista dos nossos inimigos, e os que nos odeiam nos tomam por seu despojo.
  11. Entregaste-nos como ovelhas para o corte e nos espalhaste entre as nações.
  12. Vendes por um nada o teu povo e nada lucras com o seu preço.
  13. Tu nos fazes opróbrio dos nossos vizinhos, escárnio e zombaria aos que nos rodeiam.
  14. Pões-nos por ditado entre as nações, alvo de meneios de cabeça entre os povos.
  15. A minha ignomínia está sempre diante de mim; cobre-se de vergonha o meu rosto,
  16. ante os gritos do que afronta e blasfema, à vista do inimigo e do vingador.
  17. Tudo isso nos sobreveio; entretanto, não nos esquecemos de ti, nem fomos infiéis à tua aliança.
  18. Não tornou atrás o nosso coração, nem se desviaram os nossos passos dos teus caminhos,
  19. para nos esmagares onde vivem os chacais e nos envolveres com as sombras da morte.
  20. Se tivéssemos esquecido o nome do nosso Deus ou tivéssemos estendido as mãos a deus estranho,
  21. porventura, não o teria atinado Deus, ele, que conhece os segredos dos corações?
  22. Mas, por amor de ti, somos entregues à morte continuamente, somos considerados como ovelhas para o matadouro.
  23. Desperta! Por que dormes, Senhor? Desperta! Não nos rejeites para sempre!
  24. Por que escondes a face e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão?
  25. Pois a nossa alma está abatida até ao pó, e o nosso corpo, como que pegado no chão.
  26. Levanta-te para socorrer-nos e resgata-nos por amor da tua benignidade.

Por Misael. Arquivado em Provérbios

  1. Melhor é um bocado seco e tranqüilidade do que a casa farta de carnes e contendas.
  2. O escravo prudente dominará sobre o filho que causa vergonha e, entre os irmãos, terá parte na herança.
  3. O crisol prova a prata, e o forno, o ouro; mas aos corações prova o SENHOR.
  4. O malfazejo atenta para o lábio iníquo; o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna.
  5. O que escarnece do pobre insulta ao que o criou; o que se alegra da calamidade não ficará impune.
  6. Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são os pais.
  7. Ao insensato não convém a palavra excelente; quanto menos ao príncipe, o lábio mentiroso!
  8. Pedra mágica é o suborno aos olhos de quem o dá, e para onde quer que se volte terá seu proveito.
  9. O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos.
  10. Mais fundo entra a repreensão no prudente do que cem açoites no insensato.
  11. O rebelde não busca senão o mal; por isso, mensageiro cruel se enviará contra ele.
  12. Melhor é encontrar-se uma ursa roubada dos filhos do que o insensato na sua estultícia.
  13. Quanto àquele que paga o bem com o mal, não se apartará o mal da sua casa.
  14. Como o abrir-se da represa, assim é o começo da contenda; desiste, pois, antes que haja rixas.
  15. O que justifica o perverso e o que condena o justo abomináveis são para o SENHOR, tanto um como o outro.
  16. De que serviria o dinheiro na mão do insensato para comprar a sabedoria, visto que não tem entendimento?
  17. Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.
  18. O homem falto de entendimento compromete-se, ficando por fiador do seu próximo.
  19. O que ama a contenda ama o pecado; o que faz alta a sua porta facilita a própria queda.
  20. O perverso de coração jamais achará o bem; e o que tem a língua dobre vem a cair no mal.
  21. O filho estulto é tristeza para o pai, e o pai do insensato não se alegra.
  22. O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos.
  23. O perverso aceita suborno secretamente, para perverter as veredas da justiça.
  24. A sabedoria é o alvo do inteligente, mas os olhos do insensato vagam pelas extremidades da terra.
  25. O filho insensato é tristeza para o pai e amargura para quem o deu à luz.
  26. Não é bom punir ao justo; é contra todo direito ferir ao príncipe.
  27. Quem retém as palavras possui o conhecimento, e o sereno de espírito é homem de inteligência.
  28. Até o estulto, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os lábios, por sábio.
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