Por Misael. Arquivado em Salmos

Salmo dos filhos de Corá. Cântico.

  1. Fundada por ele sobre os montes santos,
  2. o SENHOR ama as portas de Sião mais do que as habitações todas de Jacó.
  3. Gloriosas coisas se têm dito de ti, ó cidade de Deus!
  4. Dentre os que me conhecem, farei menção de Raabe e da Babilônia; eis aí Filístia e Tiro com Etiópia; lá, nasceram.
  5. E com respeito a Sião se dirá: Este e aquele nasceram nela; e o próprio Altíssimo a estabelecerá.
  6. O SENHOR, ao registrar os povos, dirá: Este nasceu lá.
  7. Todos os cantores, saltando de júbilo, entoarão: Todas as minhas fontes são em ti.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Oração de Davi

  1. Inclina, SENHOR, os ouvidos e responde-me, pois estou aflito e necessitado.
  2. Preserva a minha alma, pois eu sou piedoso; tu, ó Deus meu, salva o teu servo que em ti confia.
  3. Compadece-te de mim, ó Senhor, pois a ti clamo de contínuo.
  4. Alegra a alma do teu servo, porque a ti, Senhor, elevo a minha alma.
  5. Pois tu, Senhor, és bom e compassivo; abundante em benignidade para com todos os que te invocam.
  6. Escuta, SENHOR, a minha oração e atende à voz das minhas súplicas.
  7. No dia da minha angústia, clamo a ti, porque me respondes.
  8. Não há entre os deuses semelhante a ti, Senhor; e nada existe que se compare às tuas obras.
  9. Todas as nações que fizeste virão, prostrar-se-ão diante de ti, Senhor, e glorificarão o teu nome.
  10. Pois tu és grande e operas maravilhas; só tu és Deus!
  11. Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome.
  12. Dar-te-ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para sempre o teu nome.
  13. Pois grande é a tua misericórdia para comigo, e me livraste a alma do mais profundo poder da morte.
  14. Ó Deus, os soberbos se têm levantado contra mim, e um bando de violentos atenta contra a minha vida; eles não te consideram.
  15. Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e cheio de graça, paciente e grande em misericórdia e em verdade.
  16. Volta-te para mim e compadece-te de mim; concede a tua força ao teu servo e salva o filho da tua serva.
  17. Mostra-me um sinal do teu favor, para que o vejam e se envergonhem os que me aborrecem; pois tu, SENHOR, me ajudas e me consolas.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Corá.

  1. Favoreceste, SENHOR, a tua terra; restauraste a prosperidade de Jacó.
  2. Perdoaste a iniqüidade de teu povo, encobriste os seus pecados todos.
  3. A tua indignação, reprimiste-a toda, do furor da tua ira te desviaste.
  4. Restabelece-nos, ó Deus da nossa salvação, e retira de sobre nós a tua ira.
  5. Estarás para sempre irado contra nós? Prolongarás a tua ira por todas as gerações?
  6. Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo?
  7. Mostra-nos, SENHOR, a tua misericórdia e concede-nos a tua salvação.
  8. Escutarei o que Deus, o SENHOR, disser, pois falará de paz ao seu povo e aos seus santos; e que jamais caiam em insensatez.
  9. Próxima está a sua salvação dos que o temem, para que a glória assista em nossa terra.
  10. Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram.
  11. Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar.
  12. Também o SENHOR dará o que é bom, e a nossa terra produzirá o seu fruto.
  13. A justiça irá adiante dele, cujas pegadas ela transforma em caminhos.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Ao mestre de canto, segundo a melodia “Os lagares”. Salmo dos filhos de Corá.

  1. Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!
  2. A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!
  3. O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, os teus altares, SENHOR dos Exércitos, Rei meu e Deus meu!
  4. Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvam-te perpetuamente.
  5. Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados,
  6. o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.
  7. Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião.
  8. SENHOR, Deus dos Exércitos, escuta-me a oração; presta ouvidos, ó Deus de Jacó!
  9. Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.
  10. Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade.
  11. Porque o SENHOR Deus é sol e escudo; o SENHOR dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente.
  12. Ó SENHOR dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Cântico. Salmo de Asafe.

  1. Ó Deus, não te cales; não te emudeças, nem fiques inativo, ó Deus!
  2. Os teus inimigos se alvoroçam, e os que te odeiam levantam a cabeça.
  3. Tramam astutamente contra o teu povo e conspiram contra os teus protegidos.
  4. Dizem: Vinde, risquemo-los de entre as nações; e não haja mais memória do nome de Israel.
  5. Pois tramam concordemente e firmam aliança contra ti
  6. as tendas de Edom e os ismaelitas, Moabe e os hagarenos,
  7. Gebal, Amom e Amaleque, a Filístia como os habitantes de Tiro;
  8. também a Assíria se alia com eles, e se constituem braço forte aos filhos de Ló.
  9. Faze-lhes como fizeste a Midiã, como a Sísera, como a Jabim na ribeira de Quisom;
  10. os quais pereceram em En-Dor; tornaram-se adubo para a terra.
  11. Sejam os seus nobres como Orebe e como Zeebe, e os seus príncipes, como Zeba e como Zalmuna,
  12. que disseram: Apoderemo-nos das habitações de Deus.
  13. Deus meu, faze-os como folhas impelidas por um remoinho, como a palha ao léu do vento.
  14. Como o fogo devora um bosque e a chama abrasa os montes,
  15. assim, persegue-os com a tua tempestade e amedronta-os com o teu vendaval.
  16. Enche-lhes o rosto de ignomínia, para que busquem o teu nome, SENHOR.
  17. Sejam envergonhados e confundidos perpetuamente; perturbem-se e pereçam.
  18. E reconhecerão que só tu, cujo nome é SENHOR, és o Altíssimo sobre toda a terra.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Salmo de Asafe

  1. Deus assiste na congregação divina; no meio dos deuses, estabelece o seu julgamento.
  2. Até quando julgareis injustamente e tomareis partido pela causa dos ímpios?
  3. Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado.
  4. Socorrei o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.
  5. Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; vacilam todos os fundamentos da terra.
  6. Eu disse: sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo.
  7. Todavia, como homens, morrereis e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir.
  8. Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois a ti compete a herança de todas as nações.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Ao mestre de canto, segundo a melodia “Os lagares”. Salmo de Asafe.

  1. Cantai de júbilo a Deus, força nossa; celebrai o Deus de Jacó.
  2. Salmodiai e fazei soar o tamboril, a suave harpa com o saltério.
  3. Tocai a trombeta na Festa da Lua Nova, na lua cheia, dia da nossa festa.
  4. É preceito para Israel, é prescrição do Deus de Jacó.
  5. Ele o ordenou, como lei, a José, ao sair contra a terra do Egito. Ouço uma linguagem que eu não conhecera.
  6. Livrei os seus ombros do peso, e suas mãos foram livres dos cestos.
  7. Clamaste na angústia, e te livrei; do recôndito do trovão eu te respondi e te experimentei junto às águas de Meribá.
  8. Ouve, povo meu, quero exortar-te. Ó Israel, se me escutasses!
  9. Não haja no meio de ti deus alheio, nem te prostres ante deus estranho.
  10. Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito. Abre bem a boca, e ta encherei.
  11. Mas o meu povo não me quis escutar a voz, e Israel não me atendeu.
  12. Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos.
  13. Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos!
  14. Eu, de pronto, lhe abateria o inimigo e deitaria mão contra os seus adversários.
  15. Os que aborrecem ao SENHOR se lhe submeteriam, e isto duraria para sempre.
  16. Eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel que escorre da rocha.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Ao mestre de canto, segundo a melodia “Os lírios”. Testemunho de Asafe. Salmo.

  1. Dá ouvidos, ó pastor de Israel, tu que conduzes a José como um rebanho; tu que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor.
  2. Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder e vem salvar-nos.
  3. Restaura-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
  4. Ó SENHOR, Deus dos Exércitos, até quando estarás indignado contra a oração do teu povo?
  5. Dás-lhe a comer pão de lágrimas e a beber copioso pranto.
  6. Constituis-nos em contendas para os nossos vizinhos, e os nossos inimigos zombam de nós a valer.
  7. Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.
  8. Trouxeste uma videira do Egito, expulsaste as nações e a plantaste.
  9. Dispuseste-lhe o terreno, ela deitou profundas raízes e encheu a terra.
  10. Com a sombra dela os montes se cobriram, e, com os seus sarmentos, os cedros de Deus.
  11. Estendeu ela a sua ramagem até ao mar e os seus rebentos, até ao rio.
  12. Por que lhe derribaste as cercas, de sorte que a vindimam todos os que passam pelo caminho?
  13. O javali da selva a devasta, e nela se repastam os animais que pululam no campo.
  14. Ó Deus dos Exércitos, volta-te, nós te rogamos, olha do céu, e vê, e visita esta vinha;
  15. protege o que a tua mão direita plantou, o sarmento que para ti fortaleceste.
  16. Está queimada, está decepada. Pereçam os nossos inimigos pela repreensão do teu rosto.
  17. Seja a tua mão sobre o povo da tua destra, sobre o filho do homem que fortaleceste para ti.
  18. E assim não nos apartaremos de ti; vivifica-nos, e invocaremos o teu nome.
  19. Restaura-nos, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Salmo de Asafe

  1. Ó Deus, as nações invadiram a tua herança, profanaram o teu santo templo, reduziram Jerusalém a um montão de ruínas.
  2. Deram os cadáveres dos teus servos por cibo às aves dos céus e a carne dos teus santos, às feras da terra.
  3. Derramaram como água o sangue deles ao redor de Jerusalém, e não houve quem lhes desse sepultura.
  4. Tornamo-nos o opróbrio dos nossos vizinhos, o escárnio e a zombaria dos que nos rodeiam.
  5. Até quando, SENHOR? Será para sempre a tua ira? Arderá como fogo o teu zelo?
  6. Derrama o teu furor sobre as nações que te não conhecem e sobre os reinos que não invocam o teu nome.
  7. Porque eles devoraram a Jacó e lhe assolaram as moradas.
  8. Não recordes contra nós as iniqüidades de nossos pais; apressem-se ao nosso encontro as tuas misericórdias, pois estamos sobremodo abatidos.
  9. Assiste-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do teu nome; livra-nos e perdoa-nos os pecados, por amor do teu nome.
  10. Por que diriam as nações: Onde está o seu Deus? Seja, à nossa vista, manifesta entre as nações a vingança do sangue que dos teus servos é derramado.
  11. Chegue à tua presença o gemido do cativo; consoante a grandeza do teu poder, preserva os sentenciados à morte.
  12. Retribui, Senhor, aos nossos vizinhos, sete vezes tanto, o opróbrio com que te vituperaram.
  13. Quanto a nós, teu povo e ovelhas do teu pasto, para sempre te daremos graças; de geração em geração proclamaremos os teus louvores.

Por Misael. Arquivado em Salmos

Salmo didático de Asafe

  1. Escutai, povo meu, a minha lei; prestai ouvidos às palavras da minha boca.
  2. Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos.
  3. O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais,
  4. não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez.
  5. Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos,
  6. a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes;
  7. para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos;
  8. e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus.
  9. Os filhos de Efraim, embora armados de arco, bateram em retirada no dia do combate.
  10. Não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na sua lei;
  11. esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes mostrara.
  12. Prodígios fez na presença de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã.
  13. Dividiu o mar e fê-los seguir; aprumou as águas como num dique.
  14. Guiou-os de dia com uma nuvem e durante a noite com um clarão de fogo.
  15. No deserto, fendeu rochas e lhes deu a beber abundantemente como de abismos.
  16. Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios.
  17. Mas, ainda assim, prosseguiram em pecar contra ele e se rebelaram, no deserto, contra o Altíssimo.
  18. Tentaram a Deus no seu coração, pedindo alimento que lhes fosse do gosto.
  19. Falaram contra Deus, dizendo: Pode, acaso, Deus preparar-nos mesa no deserto?
  20. Com efeito, feriu ele a rocha, e dela manaram águas, transbordaram caudais. Pode ele dar-nos pão também? Ou fornecer carne para o seu povo?
  21. Ouvindo isto, o SENHOR ficou indignado; acendeu-se fogo contra Jacó, e também se levantou o seu furor contra Israel;
  22. porque não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação.
  23. Nada obstante, ordenou às alturas e abriu as portas dos céus;
  24. fez chover maná sobre eles, para alimentá-los, e lhes deu cereal do céu.
  25. Comeu cada qual o pão dos anjos; enviou-lhes ele comida a fartar.
  26. Fez soprar no céu o vento do Oriente e pelo seu poder conduziu o vento do Sul.
  27. Também fez chover sobre eles carne como poeira e voláteis como areia dos mares.
  28. Fê-los cair no meio do arraial deles, ao redor de suas tendas.
  29. Então, comeram e se fartaram a valer; pois lhes fez o que desejavam.
  30. Porém não reprimiram o apetite. Tinham ainda na boca o alimento,
  31. quando se elevou contra eles a ira de Deus, e entre os seus mais robustos semeou a morte, e prostrou os jovens de Israel.
  32. Sem embargo disso, continuaram a pecar e não creram nas suas maravilhas.
  33. Por isso, ele fez que os seus dias se dissipassem num sopro e os seus anos, em súbito terror.
  34. Quando os fazia morrer, então, o buscavam; arrependidos, procuravam a Deus.
  35. Lembravam-se de que Deus era a sua rocha e o Deus Altíssimo, o seu redentor.
  36. Lisonjeavam-no, porém de boca, e com a língua lhe mentiam.
  37. Porque o coração deles não era firme para com ele, nem foram fiéis à sua aliança.
  38. Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniqüidade e não destrói; antes, muitas vezes desvia a sua ira e não dá largas a toda a sua indignação.
  39. Lembra-se de que eles são carne, vento que passa e já não volta.
  40. Quantas vezes se rebelaram contra ele no deserto e na solidão o provocaram!
  41. Tornaram a tentar a Deus, agravaram o Santo de Israel.
  42. Não se lembraram do poder dele, nem do dia em que os resgatou do adversário;
  43. de como no Egito operou ele os seus sinais e os seus prodígios, no campo de Zoã;
  44. e converteu em sangue os rios deles, para que das suas correntes não bebessem.
  45. Enviou contra eles enxames de moscas que os devorassem e rãs que os destruíssem.
  46. Entregou às larvas as suas colheitas e aos gafanhotos, o fruto do seu trabalho.
  47. Com chuvas de pedra lhes destruiu as vinhas e os seus sicômoros, com geada.
  48. Entregou à saraiva o gado deles e aos raios, os seus rebanhos.
  49. Lançou contra eles o furor da sua ira: cólera, indignação e calamidade, legião de anjos portadores de males.
  50. Deu livre curso à sua ira; não poupou da morte a alma deles, mas entregou-lhes a vida à pestilência.
  51. Feriu todos os primogênitos no Egito, as primícias da virilidade nas tendas de Cam.
  52. Fez sair o seu povo como ovelhas e o guiou pelo deserto, como um rebanho.
  53. Dirigiu-o com segurança, e não temeram, ao passo que o mar submergiu os seus inimigos.
  54. Levou-os até à sua terra santa, até ao monte que a sua destra adquiriu.
  55. Da presença deles expulsou as nações, cuja região repartiu com eles por herança; e nas suas tendas fez habitar as tribos de Israel.
  56. Ainda assim, tentaram o Deus Altíssimo, e a ele resistiram, e não lhe guardaram os testemunhos.
  57. Tornaram atrás e se portaram aleivosamente como seus pais; desviaram-se como um arco enganoso.
  58. Pois o provocaram com os seus altos e o incitaram a zelos com as suas imagens de escultura.
  59. Deus ouviu isso, e se indignou, e sobremodo se aborreceu de Israel.
  60. Por isso, abandonou o tabernáculo de Siló, a tenda de sua morada entre os homens,
  61. e passou a arca da sua força ao cativeiro, e a sua glória, à mão do adversário.
  62. Entregou o seu povo à espada e se encolerizou contra a sua própria herança.
  63. O fogo devorou os jovens deles, e as suas donzelas não tiveram canto nupcial.
  64. Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentações.
  65. Então, o Senhor despertou como de um sono, como um valente que grita excitado pelo vinho;
  66. fez recuar a golpes os seus adversários e lhes cominou perpétuo desprezo.
  67. Além disso, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim.
  68. Escolheu, antes, a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava.
  69. E construiu o seu santuário durável como os céus e firme como a terra que fundou para sempre.
  70. Também escolheu a Davi, seu servo, e o tomou dos redis das ovelhas;
  71. tirou-o do cuidado das ovelhas e suas crias, para ser o pastor de Jacó, seu povo, e de Israel, sua herança.
  72. E ele os apascentou consoante a integridade do seu coração e os dirigiu com mãos precavidas.
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